
O novo superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, foi o convidado desta semana do Diariocast, podcast do Diario de Pernambuco, apresentado pelo jornalista Rhaldney Santos, para discutir os próximos passos da autarquia e as prioridades para o desenvolvimento do Nordeste. Ao relembrar a trajetória — das origens em Bom Conselho, no Agreste do estado, ao comando da superintendência —, ele resumiu o desafio: “O desafio à frente da Sudene é continuar fazendo um trabalho que foi iniciado com a volta do governo Lula ao Planalto” e que, segundo o novo gestor, devolveu protagonismo ao órgão. Para Alexandre, reduzir disparidades é objetivo central: “Se a gente não diminuir as desigualdades, esse país não será igual nunca.”
Sobre infraestrutura, o superintendente classificou a Transnordestina como “um projeto de nação e um projeto de região” e afirmou que o compromisso é concluir o trecho Salgueiro–Suape: “Não há disputa entre este ou aquele estado. O que há é a necessidade de construir a ferrovia, que é importante para toda a região”. Ele citou ainda estudos iniciais para um eixo ferroviário entre Recife e Caruaru — “um sonho” que, nas palavras dele, “se sonha junto” e pode virar realidade ao levar “emprego, renda e melhoria da qualidade de vida” ao longo do traçado.
Questionado sobre financiamento, Alexandre mencionou diferentes fontes: “Tem recursos originários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste”, além de verbas do Orçamento Geral da União para o trecho pernambucano, condicionadas à conclusão de estudos e autorizações. Ele também destacou linhas de fomento: “Quando você faz empréstimo com taxas diferenciadas e reduz o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, você fomenta novos investimentos e pesquisas”. Segundo o superintendente, uma chamada conjunta com BNB, Basa, Caixa e Banco do Brasil está aberta “até 15 de setembro”, com potencial de “no mínimo 10 bilhões de reais de demanda” em projetos para a região.
No curto prazo, a agenda inclui articulação com setor produtivo e governos estaduais. “A primeira tarefa é visitar Federações da Indústria e do Comércio, agricultura, universidades e entidades de pesquisa”, disse. O diálogo com governadores deve ocorrer via Consórcio Nordeste, além de encontros individuais: “Pretendo visitar todos eles e falar da nossa disposição de fazer parceria”. Ao encerrar, reforçou a abertura da autarquia: “A Sudene está à disposição de todos, para analisar projetos, fazer parcerias e receber o meio científico e as entidades da sociedade civil.”