
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (13) que está disposto a aceitar o cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e aceito pela Ucrânia, mas condicionou a trégua à negociação direta com Washington. Em sua primeira declaração sobre o acordo anunciado na Arábia Saudita, Putin questionou os termos do plano e demonstrou desconfiança sobre as intenções de Kiev. “Como eles vão usar esses 30 dias? Vão continuar a mobilização, a se armar? Quem vai arbitrar violações na linha de contato?”, indagou o líder russo.
O mandatário russo destacou que qualquer trégua precisa resultar em uma paz permanente, reiterando suas exigências: neutralidade militar da Ucrânia, desarmamento do país e a consolidação da anexação das quatro regiões ocupadas em 2022. Ele estava acompanhado do presidente de Belarus, Aleksandr Lukachenko, e juntos criticaram os esforços de rearmamento da Europa diante do afastamento dos Estados Unidos do continente.
Mais cedo, o assessor do Kremlin, Iuri Uchakov, afirmou que a proposta de cessar-fogo apenas favorece o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Segundo ele, a Rússia não aceitará “passos que apenas imitem ações pacíficas” e só discutirá um acordo que garanta uma solução definitiva para o conflito.
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