
Quando pedimos para uma pessoa dizer uma região vinícola no Brasil, a grande maioria vai dizer Bento Gonçalves.
E é compreensível, pois realmente foi nessa região conhecida como o Vale do Vinhedos (composta também por Garibaldi e Monte Belo do Sul), que, praticamente, nasceu a viticultura nacional, além de ser a primeira região a ter o título de Denominação de Origem (DO), um selo que garante a qualidade e a origem dos vinhos aí produzidos, pois ela precisa apresentar as características típicas do terroir onde a matéria-prima foi originada, além de seguir as normas e leis que regulamentam a elaboração de vinho nesse mesmo local.
Mas, para a nossa sorte, existem em nosso território várias outras regiões para produção de grandes vinhos.
Aqui no nordeste, o Vale do São Francisco, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina (vinhos de altitude), no sul, além do Vale dos Vinhedos, tem a Campanha, Alto de Pinto Bandeira (a 2ª DO do Brasil, especializada em espumantes), Campos de Cima da Serra e Serra do Sudeste.
E é aqui da Serra do Sudeste que gostaria de apresentar o vinho Valença Corte I, um corte inusitado de Merlot (88%) e Viognier (12%), produzido pela competente enóloga Paula Guerra Schenato.

O vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.
Merlot é a uva emblemática do país, a uva que melhor se adaptou em nosso terroir, já a Viognier entra no corte para dar frescor e aromas florais ao vinho.
Um vinho bem estruturado, aromas de frutas vermelhas, chocolate e algo mentolado, além dos aromas levemente florais.

Em boca, seco, taninos finos e sedosos, álcool equilibrado e ótima acidez (que pede comida) e uma excelente persistência aromática no final.
Harmoniza com pratos da culinária italiana, como, ossobuco, risotos, como de funghi, cordeiro; churrasco; charcutaria em geral; queijos de média a alta intensidade.
Onde comprar: Adega MGF
@adegamgf