
Após o muro que contorna o Pontal de Maracaípe, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, ser reconstruído horas depois da Agência de Meio Ambiente ter demolido a estrutura, o órgão se pronunciou reafirmando a legalidade da retirada do muro.
O muro começou a ser demolido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) na manhã da última terça-feira. No entanto, durante a noite do mesmo dia, o muro foi erguido novamente pelo deputado federal Coronel Meira (PL) e o empresário João Fragoso, que é proprietário do terreno na praia do Pontal de Maracaípe.
Em uma publicação realizada nas redes sociais, o Coronel Meira alegou que não existe uma ordem judicial para retirar o muro. No entanto, a CPRH informou, em nota, que a demolição foi realizada com base no seu poder de polícia.
O muro, construído com troncos de coqueiros, foi erguido em maio de 2023. O conflito por causa da demolição iniciou 1 ano depois, em maio de 2024, quando a CPRH disse que a barreira causava danos ambientais e ordenou ao proprietário que o muro fosse demolido em até 30 dias. No entanto, o proprietário conseguiu uma liminar que proibiu o governo de derrubar a estrutura.
Mas a Agência de Meio Ambiente afirmou que essa liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco já foi derrubada. Disse ainda, que existe uma decisão da Justiça que determina a retirada do muro.
Sobre a reconstrução indevida do muro, a CPRH afirmou que adotará as medidas necessárias para responsabilizar os envolvidos, por intermédio da Procuradoria Geral do Estado. A Agência também informou que a nova data para demolir o muro novamente deve ser divulgada em breve.
Fonte: CBN Recife
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