
Uma nova tecnologia para tratamento de tremores provocados pelo Parkinson e por tremor essencial chegou ao Brasil com a promessa de reduzir em até 70% os sintomas já na primeira sessão. O método, chamado HIFU (Ultrassom Focado de Alta Intensidade, na sigla em inglês), foi adotado pelo Hospital Israelita Albert Einstein e já é utilizado em países como Estados Unidos, Chile e Argentina. A técnica é não invasiva e atua por meio de microlesões em áreas específicas do cérebro, guiadas por ressonância magnética, visando eliminar neurônios disfuncionais responsáveis pelos tremores.
O procedimento, indicado principalmente para pacientes que não respondem bem a medicamentos ou que apresentam efeitos colaterais severos, como as crises de discinesia, é feito com o paciente acordado e dura cerca de 1h30. Durante o processo, são realizados testes neurológicos em tempo real para monitorar os efeitos do tratamento. De acordo com os médicos, o sucesso depende de uma avaliação criteriosa da equipe, incluindo análise da espessura do crânio e mapeamento de regiões sensíveis do cérebro. Efeitos adversos como dor de cabeça, dormência e desequilíbrio podem ocorrer, mas, segundo estudos da empresa Insightec, a maioria desaparece em até 30 dias.
Embora trate apenas os sintomas e não a doença de Parkinson em si, o HIFU pode representar uma alternativa para pacientes como Rodolfo Moser, 73 anos, que relatou melhora significativa após o procedimento. “Eu tinha de duas a três crises de tremores por dia. Hoje, não tenho mais”, contou. Os especialistas reforçam que a tecnologia não substitui o tratamento tradicional, mas amplia as possibilidades de controle para casos mais resistentes.
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