
Os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos divulgaram os últimos 2.182 documentos que ainda permaneciam sigilosos sobre o assassinato do ex-presidente John F. Kennedy, ocorrido em 1963. A liberação foi determinada pelo presidente Donald Trump após sua posse, em janeiro deste ano. Entre os registros, há menções ao Brasil no contexto da Guerra Fria e da influência de Cuba na América Latina.
De acordo com os documentos, a CIA monitorava a atuação política no Brasil, incluindo um telegrama de 1961 que relata a recusa do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, a um suposto apoio de Cuba e da China. Outro relatório da agência americana, datado de 1964, apontava que a queda de João Goulart, após o golpe militar, foi considerada uma “dura derrota” para Cuba. Além disso, arquivos indicam que diplomatas brasileiros teriam sido utilizados pelos EUA para transportar mensagens e dinheiro entre Miami e Havana.
Os documentos também revelam que os Estados Unidos realizaram campanhas de propaganda no Brasil e em outros países da América Latina para conter a “influência comunista” na região. Uma das estratégias mencionadas foi um esforço para enfraquecer a presença cubana em um encontro sindical previsto para 1964 no Rio de Janeiro. Com essa última liberação, os EUA tornam públicos todos os registros relacionados ao caso, encerrando um longo período de sigilo e especulações.
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